| Poema aberto a Zé Sarney
Prezado José Sarney,
entendi o seu recado:
Que a crise não é sua,
é somente do Senado.
Mas me diga, Senador,
Como você empregou
tanta gente do seu lado?
Essa crise é sua, sim,
pois foi você quem gerou,
ao empregar sua família
e nomear diretor.
Olhando o caso com lupa,
só divido a sua culpa
com quem foi seu eleitor...
Vi, atento, o seu discurso.
Achei até brincadeira,
mas é comum, com a idade,
a gente dizer besteira!
Eu só não achei correto
você empregar seu neto
e culpar o Cafeteira.
Você não é qualquer um,
como disse o Presidente,
mas isso não quer dizer
que você seja inocente...
Nem que o nobre Senador,
com seu discurso, enganou
a mim e a muita gente!
Aproveitando o ensejo,
permita-me indagar:
Como o senhor conseguiu
tanta gente empregar?
E também ensine a gente
como ajudar os parentes
que não querem estudar.
Por fim, nobre Senador,
desculpe se fui direto,
é que também sou avô,
mas nunca empreguei um neto.
Coloquei-o pra estudar
pra num concurso passar
sem precisar ser secreto. |
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